BARCELOS À DERIVA

13 Jun 2008 In: Uncategorized

Chegou o calor e revelou-se ainda mais a inépcia ou a incapacidade de muitos fazerem algo por esta terra. E não é efeito desse mesmo calor, antes é resultado daquilo que todos já conhecemos…

Ao nível político o Bloco de Esquerda parece ter ficado satisfeito por ter proporcionado “um punhado de nada” numa discussão que se pretendia alargada, num forum concelhio. Mas mais confrangedor foi verificar a incapacidade do BE em mobilizar os seus militantes e apoiantes para esta iniciativa. O tempo de graça passou….

Presos pelas circunstâncias e pela sua pequena dimensão local, os dirigentes do BE tornaram-se, assim, uma presa fácil para o PSD, que instrumentalizou este forum e fez dele um palco para a sua já habitual forma de fazer política, sem necessitar de muita demagogia para facturar…

O CDS-PP, como era de esperar, está quase irremediavelmente desaparecido, sem dar combate aos verdadeiros inimigos dos Barcelenses, o mesmo se dizendo do PCP, que ficou muito longe do que se esperaria.

Mas mais enigmática foi a estratégia, se é que houve alguma, do PS, quanto a este forum. Nenhuma intervenção foi realizada nas sessões de trabalho e, apesar de ser esperada uma declaração política na sessão de encerramento, o seu actual Presidente da Concelhia e o seu braço direito, Deputado, remeteram-se a um confrangedor silêncio, nada contrapondo ao evidente aproveitamento político do PSD.

E isto deixa muitas dúvidas sobre quais as reais intenções e capacidades da actual liderança política do PS. Será bom não esquecer que provocaram uma ruptura e divisão no PS anunciando ter uma visão diferente e uma alternativa ganhadora para as próximas eleições autárquicas.

Do candidato, dito independente, nada se sabe ou diz, nenhuma intervenção ou declaração política relevante se conhece ao fim de dois meses e nenhum trabalho se vê nas freguesias.

Nas reuniões de Cãmara não se vislumbra orientação política diferente, em ideias ou propostas.

Será caso para perguntar…. O que querem ou o que pretenderam? Onde andam e qual o seu plano?

E não se podem queixar dos anteriores responsáveis, que se têm remetido a um prudente e responsavel silêncio, dando toda a liberdade à nova direcção política para apresentar as suas ideias.
Mas se estas existem onde estão? E quem as defende e o quê?

Esse silêncio começa a ser insuportavelmente ensurdecedor…

Os Barcelenses estão preocupados…

Já quanto a alguns fabricantes de ideias, intrigas e planos os dias serão de angústia … que nem as férias resolverão…

Barcelos continuará à deriva até quando?

BARCELOS - UM FORUM PERDIDO

30 May 2008 In: Uncategorized

Dando execução a uma proposta do BE, aprovada pela Assembleia Municipal de Barcelos, realizou-se no passado Sábado, dia 24 de Maio, nas instalações da Escola de Tecnologia de Barcelos, em Abade de Neiva, um forum concelhio em que se pretendia discutir assuntos sérios relativos a Barcelos, desde a Agenda 21, até à saúde, acção social, educação, cultura, ordenamento do teritório, PDM, cidadania, etc.

Se era evidente a má escolha do local e inexistente a divulgação do evento, pelo que vem relatado nos jornais locais revelou-se uma organização falhada.

A pouca participação dos membros da Assembleia Municipal e das Juntas e Assembleias de Freguesia, menos ainda dos cidadãos barcelenses, revela o pouco interesse que o PSD colocou nesta iniciativa, sendo de registar a ausência do Presidente da Câmara.

Apesar disso foi visível a preocupação do PSD em colocar estrategicamente em todas as mesas representação da Câmara e em especial da sua Vereação, que aproveitou o evento para fazer a propaganda política que interessava.

Confrangedora foi a participação dos partidos da oposição, que não souberam ou não foram capazes de fazer reverter este forum a seu favor, sendo inexplicável a pouca ou nenhuma intervenção dos seus responsáveis políticos.

Salvou-se a participação dos oradores convidados que proporcionaram abordagens interessantes sobre os temas em discussão, mas que não viram o seu esforço compensado, quer pela ausência de público, quer pela falta de participação de quem tinha uma responsabilidade especial de intervenção política.

Por isso as conclusões finais a apresentar amanhã, Sábado, dia 31, de tarde, no auditório da Câmara só podem ser desfavoráveis a quem nada soube ou quis fazer…. 

Oportunidades perdidas, mas imperdoáveis….

POBRE SOFREDOR

28 May 2008 In: Uncategorized


Pobre
Sofredor

Antes deles tudo estava mal.

Eram eles ou o caos, afirmavam para justificar o desvario e a sofreguidão pelo poder…

Prometeram falar como o povo, do povo e para o povo… e muito ”povo” acreditou…

Os amigos, boateiros e jornaleiros elevaram-nos à categoria de deuses e de “guarda-avançada” do povo e como “Povo Intelectual” anunciaram ter solução para todos os males deste reino… identificando o diabo da sua estimação e perdição…

Mas, o diabo anda à solta e:

o que era já não é,

o que não era não será,

o que nunca deveria ser parece que pode ser,

o que nunca seria possível ser parece que tem que ser…

O povo ficou de repente intranquilo e está desconfiado…

Até eles já não acreditam …

Pobre povo que nunca mais aprende…. E o outro “povo livre” ?
 

( qualquer semelhança é pura coincidência !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

MÁSCARA

21 May 2008 In: Uncategorized

OU COMO OS HIPÓCRITAS DEIXARAM DE TER VERGONHA

Era uma vez um “condenado” que via a sua vida a andar para trás.

Por mais “tiros” que desse não acertava no alvo e alguns desses alvos - salvos por testemunhas e salmos piedosos - exigiram indemnizações.

Perdido com tantos pedidos e penitências materiais pediu ajuda a todos os seus “Amigos” e a outros de quem se queria dizer “amigo”. O vil metal escorreu das mãos dos “inocentes e accionistas” para as mãos dos “pecadores”.

Encontrada a segurança para os seus males depressa esqueceu quem lhe acudiu e, mostrando a sua verdadeira máscara, decidiu trair “Amigos” e “amigos”.

Se mal o pensou, pior o executou… É vê-lo e aos seus “Capangas” e “aaammmiiigggooosss” a atacar agora os “Amigos” e os “amigos” para justificar a sua hipocrisia e falta de caracter.

Caiu a máscara e a sua alma, se é que a têm, está negra. O centro de decisão da sua desgraça colectiva está há muito identificado e os seus interesses materiais e “espirituais” também…

Resta à hipocrisia seguir o seu rumo… naturalmente engulirá os seus mentores…

Resta-lhes a “Máscara”….. já que vergonha não têm, nem terão nunca…

ESPAÇO PARA MC

16 May 2008 In: Uncategorized

M.C.
 
Ao horóscopo, à coluna do vaivém festivo de umas quantas inexistências que gostam de trazer vestidos 20 salários mínimos nacio­nais, aos «descubra as diferenças» e aos obituári­os, prefiro esse outro produto jornalístico — repetitivo, circular e recorrente que é a entrevista ritual com M. Chavão, pretoriano da banalidade e estrénuo defensor do bem comum.
 
M. C. não é um homem, mas um tipo. E, no limite do que eu posso pedir à vida, talvez mesmo um mutante com futuro. Escolheu a generosa espe­cialidade das ideias gerais e foge do opinativo pessoal como o diabo da cruz.
 
Prevê a mais ingrata das meteorologias, que é o seu subjectivíssimo destino, em regra no deslumbrante horizonte es­tratégico das próximas 48 horas; e como a sanção política fustiga o erro pelo gélido código dos hunos de outrora, vai sempre a tempo de mudar e des­mentir o que fez ou o que disse. Ponto é que o patrão não tenha o tempo nem sinta a necessidade de o desmentir na praça pública: pois com as humilhações de gabinete pode ele bem, já que o único e verdadeiro perigo é a reprimenda à luz do dia.
 
Do calvário da aventura de vida que escolheu, faz parte em maior ou menor grau a exposição prudente à Imprensa. É uma técnica dúctil, mais virada para não fazer notícia do que o arriscado contrário.
Tomemos um exemplo entre mil de uma mão cheia de plumitivos cercando e entrevistando M. C.                        
 
Jornalistas - Quero perguntar-lhe, primeiro, como explica o seu actual apego à democracia. Afinal, há tempos atrás, V. elogiava o «venerando Chefe», justificava a eleição indirecta e desprezada do mesmo, crismava de «bandoleiros vendidos ao PSD» os “oposicionistas” e classificava o partido de «paraíso da paz», «democracia orgâni­ca»…
 
M. C. - Ora ainda bem que me faz essa pergunta, pois dá-me a oportunidade de esclare­cer de uma vez por todas certos mal-entendidos que circulam a meu respeito. Como sabe, naquele tempo a Im­prensa era ma­nipulada. Mais até, totalmente controlada pe­la censura. Lembro-me muito bem des­sa entrevista e o que eu disse foi «venerado» e não «ve­nerando» Chefe. Hoje, sei que não foi gralha, mas perfídia. «Venerado» é uma constatação resignada e «venerando» um desiderato escatológico. Há aqui um abismo que eu, democrata da melhor cepa, não ia trans­por.
 
Jornalistas - Mas mesmo «venerado» era-o só pelos acólitos, e não por quem se lhe opusesse…
 
M. C. - Pois era. Mas eu referia-me, na mais crítica subtileza, apenas àqueles que o veneravam, e não às minhas convicções. Além disso, jogava também com a ambiguidade das palavras, dada a similitude fonética do verbo «venerar» e do adjectivo «venérea», aplicável a doenças destruidoras e contagiosas.
 
Jornalistas - Mas o venerando tinha uma doen­ça venérea?
 
M. C. - Organicamente, não. Mas era uma elipse, está a ver? Uma metáfora de denúncia e de combate. Corri os riscos que a dignidade me impunha.
 
Jornalistas - Não estamos muito convencidos.
 
M. C. - É natural. Em democracia compete-vos erguer a dúvida e ao político esclarecê-la.
Fomos exem­plares: vocês questionando e eu iluminan­do a verdade.
 
Jornalistas - Então e as outras ques­tões que lhe pusemos?
 
M.C. Calma! Uma de cada vez. Mas receio que nem vocês te­nham espaço nem eu tempo para estar a replicar a minudências… É que assim não passamos dessas brumas do passado!
 
Jornalistas -Bom! Então diga-nos porque razão foi da censura, para já não falar da Mocidade Portu­guesa?
 
M. C. - Ora ainda bem que me perguntam Isso, que tem propiciado as mais infames especu­lações. Como sabe, nesses tempos, a opção dos oposicionistas mais lúcidos era estar por dentro dos mecanismos da repressão. Os comunistas, por exemplo, ensaiavam o «entrismo» nas Forcas Ar­madas. Eu optei pela censura. E graças a mim saíram vários textos na «Voz», desmentindo o escândalo dos «ballet hospitalares». Era a melhor forma de confirmar o rumor.
 
Fui aliás felicitado por muitos democratas da época, ainda que, infelizmente, já todos mortos politicamente.
 
Jornalistas - Hoje, como dirigente concelhio, como define o seu “partido”?
 
M. C. - O “meu partido” é eminentemente barcelense. Gostamos de jaquinzinhos, de caravelas de filigrana e de galos de Barcelos. O povo reconhe­ce-se nele. Não queremos nada com Maurras, ou Marx, ou João XXIII, ou Fukuyama, ou Galbraidi, ou Rose Friedman. Queremos, sim, Rosa Ramalho, FP, LMC, MM, FR, sem esquecer o Eusébio, Herculano, João XXI, D. Miguel, Bulhão Pato, Emanuel e Quim Barreiros. Queremos soluções “barcelenses/portuguesas” para os problemas barcelenses. Queremos abolir os impostos, o I.M.I. e a tarifa das águas, decuplicar o subsídio de desemprego, pôr a inteligência a zero; enfim… suplantar o nível de vida dos suíços.
 
Ah, e queremos o Cristiano Ronaldo para o Gil Vicente, fundos comunitá­rios que paguem o Centro Cultural “Teatro Gil Vicente”, o Luís como Prémio Nobel da Literatura e ilumina­ção e macadame na rua que conduz à minha casa. Somos conservadores, democratas-crlstãos, libe­rais, socialistas e marxistas, consoante os proble­mas concretos. Queremos fazer, e não falar. Toda a ideologia é um preconceito. O que não deve levar-nos a excluí-las todas, mas a adoptá-las todas, a bem de Barcelos. E preocupamo-nos imenso com os reformados, a educação, o ambiente e a moralidade reinante na política. Somos o futuro.
 
Nota M. C.  voltará outra vez. Ficam já avisados!

 

ESPAÇO OU TALVEZ NÃO

7 May 2008 In: Uncategorized

Síndroma de Jerusalém

Eu naufragara já na abulia da poltrona em frente ao televisor e apanhara por inteiro com uma dessas aventuras em que quatro cágados sarrafeiros servem os altos desígnios espirituais de uma mistura de Dalai-Lama e Bruce Lee, que é uma rata dos canos. As criancinhas  adoram, julgam que é uma epopeia e dão-lhes o extraordinário nome de  ”tartarugas-ninja”. Mas, em mim, suspeito que aquele absurdo tem efeitos cancerígenos numa qualquer remota região do cérebro.

Valeu-me ter ao lado um jornal com um artigo tão didáctico e inquietante que me salvou do definhamento letárgico em que caíra. Era a história de uma nova ameaça que sobre nós paira e que os entendidos baptizaram já de «síndroma de Jerusalém».

A fazer fé no texto em causa, todos os anos, centenas de turistas norte-americanos e europeus ocidentais ensandecem ali. Talvez que a confluência local de três grandes monoteísmos exale miasmas entontecedores e propícios às confusões escatológicas. Talvez. O certo é que essas centenas de infelizes adquirem inexplicáveis livores, adoptam o andar dos «zombies», trocam as roupas por túnicas andrajosas, ganham um olhar esbugalhado e distante e travam o passo aos transeuntes inocentes com os seus discursos de apocalipse.
 
Uns tantos, uma pequena burguesia da esquizofrenia, contentam-se com a autograduação em S. João Baptista. Mas a maioria é de maior «status» e proclama-se o Messias, ele mesmo, o próprio e o definitivo, ameaçando os desatentos com cenários de inferno iminente em intermináveis discursos de clareza e fluência, feitos por um qualquer gaseado da Flandres, só comparáveis às muitas  intervenções na Assembleia Municipal.

Psiquiatras, sociólogos e outros bruxos não conseguem ainda explicar esta insólita virose metafísica. Diz um investigador citado, abrindo uma utilíssima pista: «Eles ouvem vozes». Mas, que raio! Também eu ouço e ainda não me deu para tanto!

Revelando ainda maior sagacidade científica, um escritor israelita olha para uma horda de seiscentos Messias descalços e aos gritos e comenta, com percuciente serenidade: «Afinal, quem é capaz de distinguir o profeta do louco?».
 
Fico-me a imaginar uma tal  concentração no Campo da Feira, numa eventual manifestação contra o custo excessivo das tarifas da água e saneamento, e as nossas compreensivas autoridades a estabelecerem, como intervenção prioritária para a situação, a  criação de uma comissão formada por um teólogo, um psiquiatra e uma  assistente social para, após uma ronda completa de entrevistas  individuais - ali mesmo, junto ao chafariz - informar o senhor governador civil de qual entendem ser o Messias, para então, e só então, vir a polícia de choque ministrar os “cuidados primários” aos  quinhentos e noventa e nove que, por inescapável exclusão lógica,  serão os loucos.

Reza o texto que, por lá, é concedido um período de alguns dias de liberdade vigiada a cada um destes “intoxicados de Deus”, após o qual as autoridades intervêm e o levam pelo cachaço para o hospital psiquiátrico de Kfar Shaul (onde é de presumir que o pessoal médico e paramédico já saiba mais de teologia comparada do que propriamente do mister de arrumar cabecinhas).
 
Suponho que a terapia se baseia em  entregar um «legos» a cada profeta ou, quando a evolução é feliz, um jogo de dominó.

Fechando com chave de ouro e depois de referir a trabalheira que os soldados do vale do Jordão têm para recolher pelas ruas os Messias e trancá-los em Kfar Shaul, o texto encerra com as considerações de outro opinativo especialista na «síndroma de Jerusalém»: o doutor Bar El. Diz ele, referindo-se à animada multidão que enche as celas do agora famoso manicómio que, se a maioria deles é composta por reincarnações do Messias ou de S. João Baptista, «há também alguns caminhantes alucinados, um pouco surpreendidos por serem conduzidos a um asilo psiquiátrico». Caramba! é preciso muita saúde mental.  

Volvendo à hipótese de eu ir a passar no Campo da Feira e deparar com seiscentos Messias rogando pragas bíblicas, por exemplo à gestão camarária, julgo que o máximo de contenção que me é exigível é que não me torne em mais um “caminhante alucinado». E se, por isso, me enfiam numa ramona caridosa e com sirene, dizendo que o meu destino é o São João de Deus, duvido muito que consiga limitar-me a ficar «um pouco surpreendido». Mas, afinal, a «síndroma de Jerusalém» só lá é que se manifesta nestas preocupantes proporções de multidão.
 

A que vem então a minha  preocupação de barcelense? É que, em primeira reacção, pensei se não nos seria útil mandar vir uma brigada de soldados do Jordão, para os levar a São João de Deus.
  
Mas, vendo bem, é prematuro e excessivo. Messias só lá há um. Com aspirações a oráculos ou a S. João Baptista, seis ou sete. E o resto são caminhantes alucinados e condenados a ficarem um pouco surpreendidos na altura própria. Não é tão preocupante que se torne urgente.


Já agora, espera-se pelo Outono de 2009. Depois, se as coisas correrem bem, o «know-how» concelhio deve chegar. Se derem para o torto, então sim vale a pena recolocar a ideia de mandar vir uns quantos soldados do vale do Jordão, antes que o «eu ou o caos» ganhe mais protagonistas.
 

ESPAÇO LOCAL

1 May 2008 In: Uncategorized

Chegou ao nosso email uma carta que julgamos ter sido enviada ao destinatário errado. Por isso e na esperança de que o seu destinatário nos possa vir a ler num momento mais meditabundo dos seus dias e noites de insónia e depressão existencial, aqui fica na íntegra.

“Caro prof ou “setor”,  como melhor gostar,

Ando aqui com uma dúvida existencial que me acompanha há quase trinta anos. Tendo sido seu aluno, sempre me intrigou que nunca tivesse no seu horário aulas às quintas-feiras! Até parecia um favorecido do regime.

Mais! Todas as quintas feiras saía para a caça com outros “setores” e regressavam sempre de mãos vazias, quer dizer, sem caça alguma! Nem uma víbora caçavam… muito menos um pardal. Mas lá que vinham estafados lá isso vinham. E vermelhos, carregados do pó que só o diabo obriga a carregar.
 
Diziam os meus colegas que nem para coelhos ou para outras fantasias que a deusa Diana pudesse proporcionar tinham pontaria. Mas lá que se apresentavam como gente importante não havia dúvida… Alguns profs não achavam piada nenhuma a essas passeatas, sobretudo aqueles que o bom senso manda que fiquem calados para sempre…

Por isso depois “lixava-nos” a nós, pobres alunos, o que mais podia… aliás, no ano passado estivemos para constituir a associação dos antigos alunos do “setor” lixados nos últimos trinta anos e já íamos em 1.899 inscrições, sem desistências. E olhe que já íamos no fim da lista…

Não ouvimos um único elogio. Até nos arrepiámos com as adjectivações que ouvimos, que fariam corar de vergonha as nossas mães e avós. Eu mesmo fiquei “lixado” por todos o quererem também “lixar”.

Depois desistimos, pois ficámos cheios de medo que usasse o jornal para nos lixar ainda mais. E como sabe qualquer mortal tem medo do “setor” .

Não sei porquê! Afinal, já está reformado e já só arrasta as botas… mal, diga-se.

Mas, espero que esta carta o vá encontrar de perfeita saúde, pois tenho-o visto passar na rua lento, cabisbaixo, atávico e com um andar que nos deixou a todos preocupados, olhando em redor como se tivesse medo de alguém.

É que homens como o “setor” fazem falta a qualquer terra atrasada, para zurzir em todos os que querem ofuscar a sua imagem grandiosa… Ainda o havemos de ver como presidente da câmara… nem que seja de gás!

Até lá cuide-se, pois há gente muito má que lhe quer fazer a cama… e não é para o deitar nela.

Vá-se lixar … dum aluno lixado, muito mesmo, por si,

JLP”

CENAS DA NOSSA TERRA - 2

30 Apr 2008 In: Uncategorized

CENAS DA NOSSA TERRA - 2


REQUIEM POR TODOS….

Estalou o verniz, abriram-se fendas, escorreu o fel e revelou-se a sua verdadeira identidade.

Perderam a virgindade e a pretensamente sapiente, mas inexistente, objectividade.

Revelou-se a mentira, a intriga e a falta de independência e liberdade.

Agora, revelado o centro da intriga, o plano urdido e os conjurados, alguns deles ainda envergonhados, acabou-se o período de nojo e de graça de tão “ilustres personagens”.

Mais ou menos tempo…… nenhum escapará ao julgamento do tempo… e do povo….

Bem aventurados os pobres de espírito que escapam a tão iluminadas e talentosas mentes e escribas de algibeira…. ainda por cima mal agradecidos….

Nada peças a quem alguma vez pediu….. pois o que eles querem sabemos nós…

Requiem por todos eles … não interessa a data do óbito… este é inevitável, mesmo antes de saberem que já estão mortos…… já ninguém os leva a sério…

Paz à sua alma … pois que, apesar de terem uma aparência de vivos, não sabem que já estão, porém, mortos….

Requiem por todos vós…

CENAS DA NOSSA TERRA

23 Apr 2008 In: Uncategorized
CENAS DA NOSSA TERRA - 1

No passado Sábado passeávamos nós pelo centro da cidade, junto ao Edifício Barcelense, e deparámos com uma cena que ainda hoje nos intriga…

Vimos uns senhores - perto de duas dezenas -, com um ar respeitável, que iam abordando quem ali se passeava ou chegava transportado, a quem distribuiam umas senhas de cor branca, mas só depois de perguntarem o nome e conferirem se faziam parte de uma lista. Algumas dessas pessoas dirigiam-se ao snack ali ao lado pensando, talvez, que aquelas dariam direito a um café ou a uma laranjada.

Engano puro. Eram antes obrigadas a subir uma escada e de braço dado com uns rapazes robustos, que assim impediam qualquer queda, iam alegremente a uma sala, mas sem saberem o que iam lá fazer… O nosso amigo Costa até chegou a pensar que podiam ser invisuais… para merecerem tal amparo….

Mas o mais interessante é que ao fim da tarde passámos ali de novo e vimos muitos gritar ” ganhámos”, sem se perceber bem o quê.

E no meio da confusão instalada no exterior foi bonito de ver o abraço de vitória entre um desses robustos rapazes e alguém, que trabalha para algo cujas iniciais se confundem com as de uma marca de whisky, e o balbuciar comovente “ganhámos”. Isso mesmo…. no plural…

Mas a noite prometia… tornámos a passar mais tarde e vimos um grande ajuntamento e pessoas a telefonar repetindo o ”ganhámos”. Alguns desses telefonemas, que por acaso ouvimos, fizeram-nos corar ao percebermos quem estava a chamar e a ser chamado…

Perguntei a uma dessas pessoas o que estavam a comemorar e fiquei perplexo com a resposta: ” Não sei… só hoje os conheci e vim pela primeira vez aqui…. só sei que me trouxeram a passear a Barcelos e fiz o que me mandaram fazer…. foi porreiro… pois até fiquei com as quotas em dia”.

O nosso amigo Costa disse rindo.. ” perdoai-lhes Senhor, porque não sabem o que fazem, nem para onde vão”!

Cenas….

O INFERNO DAS SETAS - 7

9 Apr 2008 In: Uncategorized


PSD/CÂMARA E LUIS MANUEL CUNHA

Numa inexplicável conjugação de esforços, assistimos, nas edições desta semana na ” A Voz do Minho”, jornal identificado com o PSD, e do Jornal de Barcelos, em coluna sobre e desce de LMC, a uma tentativa de “não notícia” relativamente ao sucesso conseguido pelo PS local, ao fim de quase dois anos de insistente contestação, no que se refere à Auditoria que irá ser realizada pelo Tribunal de Contas ao Contrato de Concessão de Exploração da Rede de Água e Saneamento do Concelho de Barcelos, que, como se sabe, foi realizado entre a Câmara de Barcelos e a ADB - Aguas de Barcelos SA, em vigor desde Janeiro de 2005.

Então não é que o destaque da Voz do Minho vai não para a conferência de imprensa, mas para mais uma declaração, inaceitável em democracia, do Presidente da Câmara, ao dizer que não dá mais respostas ao PS, por ter dito tudo na reunião de câmara? 

Ora, o que foi dito pelo próprio e pelo seu chefe de gabinete em comunicado ( ver em www.neocassis.com ) foi contestado pelo PS, que acusou o PSD de mentir. Então isto não merece resposta ou “quem cala consente?”.

A democracia está a um nível não recomendável…. E o SR. LMC acha que isto não vale nada? E que é fora de tempo? Parece que tem andado distraído para o trabalho sistemático e paciente do PS neste assunto da “ÁGUA”, pois não deixámos nunca de ver o PS a trabalhar…

Já agora o que fez como cidadão? Barcelos agradecia a informação…. para que fique no mapa…
 
O melhor será cuidar do que escreve, pois corre o risco de ninguém o passar a levar a sério…

Parece-nos que estes personagens não são de cá e há quem diga que até parece que são de outro planeta… Diz a minha tia …. escolha o nome …. que estão já irrecuperáveis…

Gostariamos de ver a reacção do SR. LMN se a “água” fosse gralha ou um negócio do PS e especialmente do  seu “amigo” …….ainda…… Presidente ….do PS. Ao PSD tudo é desculpável….

Vemos que em Barcelos há quem trabalhe e mostre serviço e quem só fale… ou fique calado…. ( será que esta terra não merece melhor sorte?… )

Duas setas para baixo… porque hoje estamos bem dispostos.

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