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Realizam-se no próximo dia 27 do corrente mes de Setembro as Eleições Legislativas. Os partidos da oposição, televisões, rádios, jornais, comentadores políticos e fazedores de opinião que não escondem a sua identificação ideológica com aqueles partidos vêm, em desespero de linguagem e profusão de argumentos, defendendo que não é bom que algum dos partidos venha a obter a maioria absoluta.
Sem o dizerem expressamente ou dizendo-o é certo que o seu alvo é o Partido Socialista e em especial o seu Secretário Geral, José Sócrates, e actual Primeiro Ministro.
Mas os argumentos utilizados podem ser considerados um verdadeiro “elogio à estupidez”, querendo fazer dos Portugueses parvos, masoquistas ou até estupidos.
Na verdade, sabemos que nenhum dos dois partidos da direita, PSD e CDS, terá a desejada maioria absoluta. Pensamos até que se tal fosse possível teriamos a maioria ou até a totalidade daqueles “comentadores” a desejarem tal maioria, tudo em nome da estabilidade e segurança.
Por outro lado, caso o PS não obtenha a maioria, hipótese que é praticamente certa, então os partidos da esquerda, PS, BE e PCP, terão a maioria dos votos e dos lugares de deputados.
Contudo, sabemos que o PSD não aceitará qualquer acordo ou coligação com o PS e que o BE e o PCP igualmente não farão acordo ou coligação com o mesmo PS.
Por outro lado estará arredado, por falta de identificação ideológica e de programas, qualquer entendimento ou aliança entre PS e CDS.
Logo, o que aqueles ” comentadores” querem é que Portugal fique ingovernável depois do dia 27 de Setembro, esperando que os Portugueses votem contra si mesmos.
O PCP e o BE fazem-no por calculismo político, pensando que dessa forma verão o seu eleitorado aumentar, graças ao sucessivo desencanto das pessoas com a política, por vezes parecendo que mais preferem a direita no poder do que o PS.
Esta falsa ” superioridade moral” do BE e PCP acabará por ser a causa da sua queda no curto ou médio prazo, pois, mais tarde ou mais cedo os Portugueses perceberão que estes partidos nunca deixaram de lado os seus princípios markxistas, leninistas e até maoistas e que não respeitarão nunca as regras do regime democrático, que, aliás, desejarão derrubar, tal como, apesar de o esconderem, nunca aceitaram a integração de Portugal numa Europa democrática, moderna e unida.
Por outro lado, os partidos da direita, PSD e CDS, jogam no caos a pensar nas possíveis eleições daqui a um ano ou dois, jogando no medo e na intranquilidade dos Portugueses, à espera de que estes, em acto menos racional, lhes proporcionem a desejada maioria absoluta, que agora renegam.
Ou seja, os partidos da oposição não querem saber dos interesses de Portugal e dos Portugueses, designadamente que o País caminhe para a estabilidade, a recuperação económica, que permita o combate ao flagelo do desemprego, inimigo da paz social e do bem estar de todos.
Daí que a tentativa do ” elogio da estupidez” à espera de dividendos merecerá dos Portugueses um verdadeiro e popular “foquedem” antes que eles ” foquiu”.
Assim mesmo… Os Portugueses darão a resposta no dia 27 de Setembro.
António Ferreira
September 20th, 2009 at 12:49
Excelente! Este ponto de vista que prima pelo afrontamento à hipocrisia daqueles, que não querendo ou sabendo ser directos, querem fazer dos outros parvos, e então esgrimam o fantasma da maioria como forma de convencerem os outros a votar nos seus “guros”.
Vejam só: Para se conseguirem reformas estruturantes, como a do ensino, justiça, saúde e função pública acham que alguma vez seria possível avançar sem maioria absoluta?
Será que até agora alguém conseguiu mexer no corporativismo dos professores ou dos magistrados?
Meus amigos, há que seguir em frente. Muito mais há que evoluir, sendo que apenas falta humildade a este PS, isto é, melhor diálogo com os trabalhadores, por que de resto é, reconhecidamente, o melhore governo desde a fundação da República, em termos de reformas a favor do povo.