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O QUE SE ESPERA DA OPOSIÇÃO?
Vários jornais locais e sites da internet têm dedicado parte do seu espaço a fazer futurologia sobre as próximas eleições autárquicas em 2009. Pondo de parte e ignorando-se ou desprezando-se, como manda o mais elementar bom senso, os comentários ditados por ódios pessoais ou de grupo, má educação e falta de formação cívica, é importante, a menos de um ano dessas eleições, fazer uma reflexão sobre o que devemos esperar da oposição e designadamente de quem se pretende afirmar como alternativa ao PSD.
Estamos a referir-nos, naturalmente, ao PS, pois que os demais partidos políticos, como resulta de todos os estudos de opinião disponíveis, não terão sequer dimensão para pensar em eleger um Vereador, caso se mantenha o actual número de 9 elegíveis, quer mesmo na hipótese de 11, no caso do número dos eleitores com direito a voto vir a ultrapassar os 100.000.
E com isto não estamos a diminuir tais partidos ( CDS, BE, PCP, PND ou outros, mesmo independentes ), antes a constatar uma evidência que não pode ser ignorada por ninguém.
Daí que o voto útil, por elementar bom senso, deverá ser ponderado pelos dirigentes partidários.
É claro que a actual direcção política do PS local terá que alterar a sua postura. Na verdade, nunca ninguém, através da “ruptura e clivagem”, conseguiu, sendo oposição, ganhar umas eleições, sobretudo as autárquicas.
Aliás, só a soma dos descontentamentos contra o PSD e a unidade do PS, com abertura à sociedade civil, poderá criar condições para uma possível vitória contra o PSD. Mas o PS não poderá nunca deixar de liderar o processo político.
Os mais experimentados e informados sabem que o eleitorado do PSD está estabilizado em cerca de 32.000 a 35.000 eleitores e que o PS sózinho e unido dificilmente chega aos 30.000. Há que explorar o descontentamento através da unidade de acção.
Há que criar condições de unidade, abandonando manifestações próprias de pessoas desinformadas, ignorantes das regras mais elementares do marketing político, por mais esforçadas que se declarem.
Acresce que é necessário fazer perceber aos demais partidos da oposição de que os cerca de 5.000 a 6.000 votos que acumulam não chega sequer para eleger um Vereador. Mas podem fazer toda a diferença, ou seja ajudar a perpetuar no poder o PSD ou ajudar a derrubar quem já não tem nada a dar a Barcelos.
Finalmente, a direcção actual do PS anda erradamente preocupada em garantir ou reforçar a sua posição interna. Inscrever militantes só por si nada resolve, nem perpetuando-se no poder. E é preocupante verificar que ao fim de sete meses há pouco trabalho no terreno e nem sequer foi realizada uma acção mobilizadora.
Aliás, as verdadeiras candidaturas afirmam-se pela positiva, pelas ideias novas e pela seriedade das mesmas e dos protagonistas para as executar. Continuar a perder tempo com manifestações de má educação, demonstra falta de capacidade de liderança, e a contínua repetição de mentiras sobre alegados relacionamentos das duas direcções anteriores é manifestamente um suicídio político.
Embora haja quem o fomente , com comentários indecorosos e desavergonhados, sob a capa do anonimato ou sob a capa de sapientes analistas que nada deram até hoje a Barcelos , o futuro julgará quem desta forma tem prejudicado o PS e Barcelos em particular.
Mais do que afirmar que se vai ganhar, é necessário criar condições para que os Barcelenses acreditem ser possível ganhar, com o candidato anunciado e com a equipa que o acompanhe. Mas não basta afirmar, é preciso envolver e convencer, afirmando projectos e ideias positivas para Barcelos.
É bom não esquecer que o PSD porá em movimento toda a sua máquina e meios a partir de Janeiro ou Fevereiro de 2009 e que para lhe fazer frente é necessário muito mais que determinação e a fé partidária pouco ou nada terá a ver com o resultado final.
Haja objectividade e bom senso, porque felizmente no PS há muita gente capaz e séria … que jamais desistirão de combater os verdadeiros advsersários políticos, que obviamente estão no PSD.
E na sociedade civil há também muitos Barcelenses disponíveis, desde que sejam devidamente convencidos e envolvidos.
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