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POSSE DOS AUTARCAS ELEITOS EM 11 DE OUTUBRO
Foram já publicados os editais convocatórios para a tomada de posse dos Autarcas eleitos nas eleições de 11 de Outubro.
Assim, a posse verificar-se-á no dia 3 de Novembro, a partir das 21 horas, no Auditório da Câmara Municipal de Barcelos.
Tomarão posse o novo Presidente da Câmara ( Miguel Costa Gomes ) e os 10 Vereadores ( 5 do PS e 5 do PSD ), bem como os membros da Assembleia Municipal ( 90 ).
Será efectuada a eleição do Presidente desta Assembleia e respectivos Secretários da Mesa.
Fazem também parte da Assembleia Municipal os 89 Presidentes de Junta de Freguesia eleitos.
A Assembleia Municipal de Barcelos é, assim, a maior do País, com 179 elementos, sendo 90 eleitos e 89 por inerência ( Presidentes das Juntas de Freguesia ).
Como ” Barcelos é dos Cidadãos ” não deixe de comparecer…
MIGUEL COSTA GOMES GANHA CÂMARA
COLOCA BARCELOS NO MAPA
A DERROTA ANUNCIADA DO PSD
…E O PS CHEGA AO PODER
Chegou ao fim um ciclo eleitoral que acabou por ser, contra as análises dos mais informados analistas políticos locais e nacionais, um autentico terramoto político para o PSD nacional e barcelense.
No dia 27 de Setembro o PS manteve-se, com uma vantagem expressiva, como o partido mais votado a nível nacional. No Distrito de Braga essa vantagem foi também evidente ( 41,74% para o PS e 30,82% do PSD ) e a nível concelhio o PS perdeu para o PSD por uma escassa diferença de votos:
PS – 26.532 votos : 36,73%
PSD – 26.764 votos – 37,05%
Para os mais distraídos passou despercebida a derrota anunciada do PSD nas autárquicas, que se realizariam 15 dias depois ( 11 de Outubro ).
Era evidente que o PSD vinha sofrendo um desgaste progressivo no concelho de Barcelos, só interrompido pelo desastre eleitoral do PS nas autárquicas de 2001 e nas legislativas de 2002, pois que o PSD perdia cerca de 3000 votos e o PS só descia cerca de 200 votos relativamente a 2005.
Aliás, basta acompanhar os resultados, ao longo dos últimos dez anos, nas legislativas:
1999 2002 2005 2009
PSD 30.959 36.783 29.849 26.764
46,71% 54,58% 42,29% 37,05%
PS 25.375 20.348 26.702 26.532
38,34% 30,19% 37,83% 36,73%
Era, assim, evidente que o PSD, depois do pico de votos em 2002, coincidindo com o terramoto local que antecedeu o fim do mandato do Dr. João Lourenço à frente da concelhia do PS, deslizava rapidamente para o abismo.
Era também evidente que o CDS/PP, que habitualmente registava nas legislativas uma votação de cerca de 5.000 a 6.000 votos ( 5.583 em 1999, 6.280 em 2002 e 6.028 em 2005 ) recuperava e atingia 7.729 votos ( 10,70 % ), o que significava deixar de existir algum voto útil com deslocação de votos para o PSD, a que não era alheio o facto da lider nacional do PSD não representar a alternativa que a direita desejava.
Foi neste clima eleitoral e “susto” aparente para o PSD que se entrou na campanha eleitoral autárquica. E o PSD registou dois erros fatais. Em primeiro lugar manteve a sua postura arrogante a que nos habituara ao longo destes anos de liderança do D. Fernando Reis. Por outro lado os assessores deste e os seus lideres nas freguesias, além de evidenciarem a cegueira habitual que acompanha a arrogância e o “medo do chefe”, demonstravam cansaço e falta de clarividência. Acresce que em alguns sectores da família PSD se registavam reacções contra o Dr. Fernando Reis e sobretudo contra algumas opções políticas e pessoais. A recente “imposição” do filho na lista de Deputados, com o afastamento do “histórico” Dr. Fernando Pereira fazia os seus estragos. Muitos anunciavam que iam votar PS!!!
Esse mal estar evidenciou-se na votação que veio a verificar-se no dia 11 de Outubro nas Autárquicas, em cerca de 40 freguesias, em que também foi evidente que o eleitorado PSD votava para a Assembleia de Freguesia e Assembleia Municipal na lista do PSD, mas votava PS para a Câmara Municipal. Aliás, as Assembleias de Freguesia registariam um total de 38.201 votos nas listas do PSD, contra somente 27.790 nas listas do PS.
Este “cartão vermelho” do eleitorado do PSD foi fatal para o Dr. Fernando Reis e para o próprio PSD. Aliás, já se ouvem vozes de arrependimento e choros que em nada dignificam os seus autores. Estes tiros no pé são sempre fatais.
Mas o dia 11 de Outubro de 2009 será recordado como o dia em que Miguel Costa Gomes “colocou Barcelos no Mapa” e venceu o poder PSD, sendo de realçar o seu empenho e trabalho pessoal para a vitória em que sempre acreditou.
Um outro conjunto de factores contribuíram decisivamente para a vitória do PS e de Costa Gomes.
Desde que o Dr. Horácio Barra chegou à liderança do PS em 2002 o PS iniciou uma estratégia sistemática de afrontamento ao poder do PSD e à sua forma desastrosa e por vezes ruinosa de gerir as finanças locais, bem como contra a falta de planificação e de ideias,
Depois de recuperar o PS do estado de letargia em que ficara depois dos desastrosos resultados de 2001 (autárquicas ) e 2002 ( legislativas ) executou sistematicamente uma política de desgaste do poder laranja que vieram a ter reflexos nos resultados das Europeias em 2004 e nas legislativas em 2005, que voltaram a trazer o PS para percentagens eleitorais de 38% - 39%, lançando de novo a esperança no partido rosa.
Nas eleições autárquicas de Outubro de 2005 o PS escolhera como um dos temas centrais da sua candidatura o ataque ao contrato de concessão de exploração da rede de água e saneamento e aos aumentos exagerados das taxas e tarifas municipais. Também alertava para os aumentos do IMI e ao abuso da taxa máxima praticada pelo PSD, às habilidades orçamentais e à subsidio-dependência. Contudo, os barcelenses ainda não tinham sentido no seu bolso os efeitos desta política desastrosa do PSD. Aliás, a maioria adormeceu nos argumentos falaciosos e demagógicos do PSD e deu uma nova vitória a este partido.
Contudo, a continuação da oposição sistemática do PS e a realidade vieram dar razão à estratégia, pelo que os barcelenses afinal, pois mais vale tarde do que nunca, acordaram, penalizando o PSD por esta arrogante falta de sensibilidade e sobretudo por mexer no bolso de todos e ter deixado também as estradas do concelho numa lástima.
Depois das eleições internas do PS, em Abril de 2008, o actual Presidente da Concelhia Dr. Domingos Pereira manteve a mesma linha de rumo e de desgaste, bem como os temas fracturantes, intensificando o discurso face à realidade favorável. Apostando num candidato independente para a Presidência da Câmara, veio a recolher os frutos do seu trabalho sistemático nas eleições de 11 de Outubro, com uma vitória eleitoral que só se mostrou inesperada e imprevisível para quem não quisesse ou não soubesse ler “os ventos da mudança”.
A par disso, um trabalho sistemático e organizado de forma profissional pelo candidato Miguel Costa Gomes fez o que era preciso, sendo o grande vencedor desta “batalha eleitoral”.
Para a história ficam os resultados, a vitória de Miguel Costa Gomes e a primeira derrota do PSD.
Resultados Autárquicos:
Câmara Municipal:
1997 2001 2005 2009
PS 30.018 29.283 31.318 34.911
42,60% 39,32% 41,77% 44,52%
PSD 32.520 38.063 35.379 33.997
46,15% 51,11% 47,18% 43,35%
Assembleia Municipal
1997 2001 2005 2009
PS 28.137 28.133 29.899 32.752
PSD 33.174 37.448 34.776 33.112
Assembleias de Freguesia
1997 2001 2005 2009
PS 23.952 25.887 27.542 27.790
PSD 36.897 38.310 37.235 38.201
Eleitores 93.349 95.392 97.837 105.829
Votantes 70.468 74.478 74.982 78.423
75,49% 78,08% 76,64% 74,10%
E o PS chega finalmente ao poder…
Realizam-se no próximo dia 27 do corrente mes de Setembro as Eleições Legislativas. Os partidos da oposição, televisões, rádios, jornais, comentadores políticos e fazedores de opinião que não escondem a sua identificação ideológica com aqueles partidos vêm, em desespero de linguagem e profusão de argumentos, defendendo que não é bom que algum dos partidos venha a obter a maioria absoluta.
Sem o dizerem expressamente ou dizendo-o é certo que o seu alvo é o Partido Socialista e em especial o seu Secretário Geral, José Sócrates, e actual Primeiro Ministro.
Mas os argumentos utilizados podem ser considerados um verdadeiro “elogio à estupidez”, querendo fazer dos Portugueses parvos, masoquistas ou até estupidos.
Na verdade, sabemos que nenhum dos dois partidos da direita, PSD e CDS, terá a desejada maioria absoluta. Pensamos até que se tal fosse possível teriamos a maioria ou até a totalidade daqueles “comentadores” a desejarem tal maioria, tudo em nome da estabilidade e segurança.
Por outro lado, caso o PS não obtenha a maioria, hipótese que é praticamente certa, então os partidos da esquerda, PS, BE e PCP, terão a maioria dos votos e dos lugares de deputados.
Contudo, sabemos que o PSD não aceitará qualquer acordo ou coligação com o PS e que o BE e o PCP igualmente não farão acordo ou coligação com o mesmo PS.
Por outro lado estará arredado, por falta de identificação ideológica e de programas, qualquer entendimento ou aliança entre PS e CDS.
Logo, o que aqueles ” comentadores” querem é que Portugal fique ingovernável depois do dia 27 de Setembro, esperando que os Portugueses votem contra si mesmos.
O PCP e o BE fazem-no por calculismo político, pensando que dessa forma verão o seu eleitorado aumentar, graças ao sucessivo desencanto das pessoas com a política, por vezes parecendo que mais preferem a direita no poder do que o PS.
Esta falsa ” superioridade moral” do BE e PCP acabará por ser a causa da sua queda no curto ou médio prazo, pois, mais tarde ou mais cedo os Portugueses perceberão que estes partidos nunca deixaram de lado os seus princípios markxistas, leninistas e até maoistas e que não respeitarão nunca as regras do regime democrático, que, aliás, desejarão derrubar, tal como, apesar de o esconderem, nunca aceitaram a integração de Portugal numa Europa democrática, moderna e unida.
Por outro lado, os partidos da direita, PSD e CDS, jogam no caos a pensar nas possíveis eleições daqui a um ano ou dois, jogando no medo e na intranquilidade dos Portugueses, à espera de que estes, em acto menos racional, lhes proporcionem a desejada maioria absoluta, que agora renegam.
Ou seja, os partidos da oposição não querem saber dos interesses de Portugal e dos Portugueses, designadamente que o País caminhe para a estabilidade, a recuperação económica, que permita o combate ao flagelo do desemprego, inimigo da paz social e do bem estar de todos.
Daí que a tentativa do ” elogio da estupidez” à espera de dividendos merecerá dos Portugueses um verdadeiro e popular “foquedem” antes que eles ” foquiu”.
Assim mesmo… Os Portugueses darão a resposta no dia 27 de Setembro.
Cerca de 28 auto-intitulados mestres na arte da previsão económica e financeira enveredaram recentemente pela arte da adivinhação sobre o futuro de Portugal.
Vai daí reuniram em segredo, inesperada e informalmente, sem convocação prévia e, aproveitando estarmos todos a banhos, a analisar os resultados das europeias e o mau desempenho de todos os partidos, a beber uma “bejecas” e a olhar para as nossas declarações de IRS, descobriram a sua inesperada vocação.
Tal qual o PSD, descobriram que construir o TGV, um novo aeroporto, uma nova ponte em Lisboa, bem como a construção de mais auto-estradas ou grandes infra-estruturas públicas levará a um futuro negro, talvez à falência ou bancarrota de Portugal.
Ficámos perplexos. É que não conhecemos as credenciais de todos estes mestres, nem o que de positivo fizeram no passado por Portugal.
Também não sabemos o que fazem hoje, que empresas adiministram ou administaram no passado e com que resultados. Aqueles que passaram por Governos deste País o que fizeram? Quanto ganha hoje, cada um deles, pago por quem e para fazer o quê?
Ora aí está algo que os nossos jornais e televisões podem esclarecer, num pequeno intervalo das entediantes reportagens sobre o BPN, BPP, Freeport e outras desgraças financeiras alheias.
Mas lá que nos deixaram preocupados isso temos que reconhecer que sim. Mas lembrando-nos dos “velhos do restelo” do costume e da cultura miserabilista portuguesa, tão do agrado dos centralistas e controleiros que teimam em fazer que acreditemos que fazem um sacríficio ( bem pago ) para não resolver os problemas dos Portugueses, ficámos mais uma vez com a certeza de que alguém quer fazer de nós parvos.
A começar pelo PSD, que em 2003 andou por aí a assinar contratos e acordos para a construção do TGV e agora descobriu que não precisamos de nada disso, tal como não precisamos de educação, saúde e segurança social públicas, que desejariam privatizar o mais rapidamente possível.
Por outro lado, a acreditar nestes ” videntes e analistas ” nada de bom se passa em Portugal, mas parece que já se passou… contudo poucos deram por ela…
Como não podemos ir ” para a ilha” bom será que lá para Setembro os Portugueses decidam esta questão e retirem a estes ” mestres ” e a outros que invejosamente queiram fazer-lhes frente o ” fardo” de pensarem por nós.
Assim, finalmente lá para Outubro poderão ir gozar umas merecidas férias, que podem bem pagar com as suas reformas e vencimentos dourados. É que mesmo que os Portugueses os mandem passear mais às suas análises e previsões, nessa altura já ninguém se lembrará do que nos fizeram sofrer durante 24 horas!
O QUE SE ESPERA DA OPOSIÇÃO?
Vários jornais locais e sites da internet têm dedicado parte do seu espaço a fazer futurologia sobre as próximas eleições autárquicas em 2009. Pondo de parte e ignorando-se ou desprezando-se, como manda o mais elementar bom senso, os comentários ditados por ódios pessoais ou de grupo, má educação e falta de formação cívica, é importante, a menos de um ano dessas eleições, fazer uma reflexão sobre o que devemos esperar da oposição e designadamente de quem se pretende afirmar como alternativa ao PSD.
Estamos a referir-nos, naturalmente, ao PS, pois que os demais partidos políticos, como resulta de todos os estudos de opinião disponíveis, não terão sequer dimensão para pensar em eleger um Vereador, caso se mantenha o actual número de 9 elegíveis, quer mesmo na hipótese de 11, no caso do número dos eleitores com direito a voto vir a ultrapassar os 100.000.
E com isto não estamos a diminuir tais partidos ( CDS, BE, PCP, PND ou outros, mesmo independentes ), antes a constatar uma evidência que não pode ser ignorada por ninguém.
Daí que o voto útil, por elementar bom senso, deverá ser ponderado pelos dirigentes partidários.
É claro que a actual direcção política do PS local terá que alterar a sua postura. Na verdade, nunca ninguém, através da “ruptura e clivagem”, conseguiu, sendo oposição, ganhar umas eleições, sobretudo as autárquicas.
Aliás, só a soma dos descontentamentos contra o PSD e a unidade do PS, com abertura à sociedade civil, poderá criar condições para uma possível vitória contra o PSD. Mas o PS não poderá nunca deixar de liderar o processo político.
Os mais experimentados e informados sabem que o eleitorado do PSD está estabilizado em cerca de 32.000 a 35.000 eleitores e que o PS sózinho e unido dificilmente chega aos 30.000. Há que explorar o descontentamento através da unidade de acção.
Há que criar condições de unidade, abandonando manifestações próprias de pessoas desinformadas, ignorantes das regras mais elementares do marketing político, por mais esforçadas que se declarem.
Acresce que é necessário fazer perceber aos demais partidos da oposição de que os cerca de 5.000 a 6.000 votos que acumulam não chega sequer para eleger um Vereador. Mas podem fazer toda a diferença, ou seja ajudar a perpetuar no poder o PSD ou ajudar a derrubar quem já não tem nada a dar a Barcelos.
Finalmente, a direcção actual do PS anda erradamente preocupada em garantir ou reforçar a sua posição interna. Inscrever militantes só por si nada resolve, nem perpetuando-se no poder. E é preocupante verificar que ao fim de sete meses há pouco trabalho no terreno e nem sequer foi realizada uma acção mobilizadora.
Aliás, as verdadeiras candidaturas afirmam-se pela positiva, pelas ideias novas e pela seriedade das mesmas e dos protagonistas para as executar. Continuar a perder tempo com manifestações de má educação, demonstra falta de capacidade de liderança, e a contínua repetição de mentiras sobre alegados relacionamentos das duas direcções anteriores é manifestamente um suicídio político.
Embora haja quem o fomente , com comentários indecorosos e desavergonhados, sob a capa do anonimato ou sob a capa de sapientes analistas que nada deram até hoje a Barcelos , o futuro julgará quem desta forma tem prejudicado o PS e Barcelos em particular.
Mais do que afirmar que se vai ganhar, é necessário criar condições para que os Barcelenses acreditem ser possível ganhar, com o candidato anunciado e com a equipa que o acompanhe. Mas não basta afirmar, é preciso envolver e convencer, afirmando projectos e ideias positivas para Barcelos.
É bom não esquecer que o PSD porá em movimento toda a sua máquina e meios a partir de Janeiro ou Fevereiro de 2009 e que para lhe fazer frente é necessário muito mais que determinação e a fé partidária pouco ou nada terá a ver com o resultado final.
Haja objectividade e bom senso, porque felizmente no PS há muita gente capaz e séria … que jamais desistirão de combater os verdadeiros advsersários políticos, que obviamente estão no PSD.
E na sociedade civil há também muitos Barcelenses disponíveis, desde que sejam devidamente convencidos e envolvidos.
ÁGUA - UM FOLHETIM - 8
Foi com algum espanto que vimos publicado nos “Jornal de Barcelos”, Jornal ” A Voz do Minho”, Jornal ” Barcelos Popular ” e “Càvado Jornal” uma página de publicidade paga pela empresa ” Águas de Barcelos “, em que dão a conhecer o teor de uma carta chamada de ” Esclarecimento emitido pelo IRAR“, com o sugestivo título de ” IRAR confirma obrigatoriedade de ligação às redes de água e saneamento“.
O artigo/esclarecimento/parecer/opinião/ou lá o que seja do IRAR é uma autêntica pérola jurídica que merecerá ser arquivada para sempre. Vamos ver se os Tribunais concordam! Porque será que a empresa “Águas de Barcelos” sentiu necessidade de vir gastar tanto dinheiro com tal publicidade?
E o que diz disto a ACOP - Delegação de Barcelos, que publicou no Jornal Barcelos Popular um artigo de opinião dizendo algo bem diferente?
Os munícipes agradecem todos os esclarecimentos sobre este assunto, pois não gostam de ser só esclarecidos por uma das partes interessadas…
É bom lembrar que foi este blog quem primeiro compilou e divulgou o maior e mais completo estudo sobre o contrato de concessão da rede de água e de saneamento do concelho de Barcelos, celebrado entre a Cãmara e aquela empresa ( reveja esse estudo clicando sobre o TAG - AGUA, na coluna lateral esquerda )!
Já agora, verificámos com agrado que o PS local espalhou pela cidade meia dúzia de placares, de estética e qualidade discutíveis, mas com mensagens sobre tal contrato, em que copiou em parte os valores e dados desse estudo. Mas podiam, ao menos, ter actualizado esses valores pois os nossos cálculos estavam efectuados até 2007! Em 2008 é ainda maior o aumento verificado. Bastava fazer contas…
Agradecemos, de qualquer modo, a preferência…não cobramos nada…
Aguardamos, por isso, os esclarecimentos da ACOP e a reacção dos Barcelenses…
ONDE ESTÁ A OPOSIÇÃO?
De repente parece que a oposição em Barcelos se eclipsou.
Depois do “flop” que constituiu a convenção concelhia proposta pelo BE, este partido ainda não recuperou da péssima opção política, do não pior desempenho político e dos trunfos que ofereceu ao PSD. De resto nada se ouve ou se vê escrito pelos seus principais dirigentes, a não ser um alinhar corporativo dos professores contra o que teimam em declarar que está mal. Aliás, é anedótica aquela posição dos sindicatos de professores que se abespinharam com os bons resultados dos alunos, em vez de se congratularem com o facto, que obviamente só poderia resultar de um maior empenho dos professores e uma melhor qualidade do ensino. Ou não será assim? Coisas…
Já quanto ao CDS além de se ter remetido a um comprometedor silêncio, é evidente que nem um milagre fará ressurgir este partido para a representatividade de outrora.
Quanto ao PCP vai vivendo das conferências de imprensa do seu Deputado para ocupar algum espaço e vai convivendo com uma bancada na Assembleia Municipal “bicéfala” com dois Deputados, com um a dizer os maiores disparates políticos sob a capa de “independente”, enquanto o outro vai fazendo as habituais intervenções sem nos surpreender em nada.
O maior partido da oposição, o PS, depois de durante anos nos habituar a uma intervenção constante, quase desapareceu, tendo somente ressurgido para anunciar uma candidatura “bicéfala” à Câmara Municipal, sem nada dizer de novo, sem apresentar uma ideia nova e sem dar a conhecer o que tem para oferecer de diferente aos Barcelenses. A falta de envolvimento do Partido e dos Barcelenses nesta candidatura, a não presença de dirigentes distritais ou nacionais nessa apresentação são uma falha grave ou uma manifestação de quê? O maior cego é aquele que não quer ver…
Para não variar, outros querem recuperar o espaço ocupado pela oposição partidária. Mas é óbvio que, na falta de qualquer projecto exequível de poder, perdem-se nas teias que eles próprios vão alimentando. Alguns correm o risco de virem a ser recordados pela sua parolice e ignorância, outros por cuspirem na sopa que lhes foi oferecida…outros pela sua estupidez indesculpável escondida por trás de sapientes declarações… é que um pouco de humildade e de tolerância nunca fez mal a ninguém!
Claro que o PSD descansa e não se preocupa para já. Em 2009 sabe que com esta oposição letárgica e com este “frentismo de intervenção” nada aparentemente poderá correr mal. O PSD sabe ou pensa que o problema só deverá surgirá lá para 2010, com o início da discussão sobre a sucessão ao actual Presidente. É que nessa altura poderá acontecer ao PSD local o mesmo que aconteceu ao PSD nacional.
E há quem espreite, dentro do PSD e não só, para ver quando pode saltar…
PSD EUFÓRICO ?!
Corre por aí que pelas bandas do PSD local se espalhou uma euforia. A razão para tal, dizem os mais optimistas, tem a ver com o estado a que chegou o PS local, em resultado das orientações e opções políticas, ou a falta delas, seguidas pela nova direcção política, que por ali manda há seis meses.
Aliás, essa euforia ainda aumentou mais desde que segunda feira passada foi realizada uma conferência de imprensa pelo actual Presidente da Concelhia e pelo Candidato Autárquico Independente, que aquele escolheu e impôs por votação escassa ( 31 votos a favor contra 25 ) na Comissão Política.
Foi notada a falta de dirigentes nacionais e distritais. Mas a inacreditável declaração do candidato de que estamos perante uma candidatura “bicéfala” e que não tinha que se preocupar com as questões partidárias, já que mandava quem ganhou as eleições internas, permite concluir, numa primeira abordagem, que o candidato independente revela um grave desconhecimento das estruturas partidárias, das divergências e das razões da disputa interna. Se o interesse de todos é derrotar o PSD não é o mesmo o caminho para lá chegar.
Aliás, foi evidente até agora a estratégia da actual liderança, acordada ou não com o candidato, que visou isolar toda a “oposição interna” para depois tentar “pescar à linha”, tentando “eliminar” quem é incómodo. Também é evidente que aquela não terá intenção de alterar tal comportamento, apesar do mal estar que tal vem gerando.
A fragilidade desta candidatura manifesta-se em pequenos nadas, designadamente pelo facto do candidato não suspender as suas funções de Presidente da ACIB, o que evidencia algum desconforto ou que não acredita, pelo menos para já, na possibilidade de vitória. É que em política as vitórias não são uma consequência necessária de meros palpites ou manifestações de fé. Só a unidade à volta de um projecto pode proporcionar um bom resultado.
Na verdade, alguma argumentação de que a ACIB proporcionará uma votação excepcional ao candidato do PS entre os jovens formandos ( alguns milhares ) revela um total desconhecimento da realidade do concelho, em que mais de dois terços das freguesias, que decidem as eleições, continuam a ter uma carga rural acentuada, com a já habitual influência dos caciques locais a favor do partido do poder.
Entretanto no PSD haverá quem revele preocupação por esta candidatura, que trará alguns factores novos para a luta política, sem esquecer que se anuncia ainda uma candidatura independente, de contornos ainda indefinidos.
Mas a maior preocupação do PSD será tentar esbater ou eliminar o descontentamento generalizado com o contrato de concessão da exploração de rede de água e saneamento, com os aumentos sentidos pelos munícipes nos custos, taxas e tarifas, especialmente da água, bem como com a quebra de promessas eleitorais pelos seus candidadtos das freguesias.
Até onde vai esse descontentamento é para já uma incógnita … ou talvez não.
Aliás, defendiamos que provavelmente valeria ainda um Prémio Nobel a sua mais recente descoberta de que quem não tem azia no dito estômago é não só inteligente, como tem um mérito acima de qualquer mortal e um sucesso garantido entre o cheiro de azedo e os gatos de fora….
Esta descoberta revelava-se fantástica pois todo o mundo pensava saber que os gatos ameaçavam arranhar o dono a todo o momento…. mesmo que fosse um fantasma…
Estamos em condições de revelar que o ”nosso” químico ensaiou entretanto uma série de asneiras escritas, que repetiu várias vezes, confirmadas em experiências químicas apropriadas, que provocaram reacções químicas no seu cérebro que o condicionam a ter somente pensamentos positivos a favor de alguns accionistas da unidade química onde executa todas as suas experiências… pelo contrário, um curto circuito neurológico, sem tratamento possível, causou-lhe uma fixação vírica… crónica e mortal…
Como acontece a todos os químicos de meia tigela é garantido que o laboratório vai acabar por explodir.
OU COMO OS NÚMEROS DESENGANAM!
PRIMEIRO CENÁRIO:
Na passada sexta feira realizaram-se, na sede do PS local, as eleições concelhias para o futuro Presidente da Federação de Braga do PS e dos Delegados ao Congresso Distrital do PS, a realizar em Novembro. Num universo de quase 1400 militantes não votaram sequer 300.
Havia só um candidato a Presidente ( Eng. Joaquim Barreto - Presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto ), pelo que foi eleito.
Contudo, quando se esperava, por isso, unanimidade, o resultado da votação foi uma surpresa: 204 votos a favor, 85 brancos e 3 nulos.
Afinal a unidade do partido insistentemente apregoava pela nova direcção política não passa de palavras, pois os números apontam em sentido contrário.
E porquê? É que para eleições de delegados havia duas listas, sendo a A afecta ao grupo interno em oposição à actual direcção e que publica e abertamente apoiava Joaquim Barreto, e a B da actual direcção.
A surpresa foi o resultado: Lista A= 119 votos, Lista B= 173.
Só que as duas listas eram de apoio a candidato a Presidente Joaquim Barreto!!!! Compreendeu???
Assim, há Delegados que apoiam, mas não votam nele!!! Percebeu ????
É bom lembrar que no início do ano o actual Presidente da Concelhia defendia uma alternativa para uma nova liderança à Federação!!!
Passado pouco mais de seis meses o que mudou??? O oportunismo político não justifica tudo… Nem pode ser uma questão de oportunidade.
Será caso para perguntar porque não assumiram também esta “ruptura e clivagem”. Será que os estrategas internos estavam desatentos???
CENÁRIO DOIS
Na mesma eleição foi eleita a candidata a Presidente das Mulheres Socialista do Distrito de Braga e o respectivo Conselho Político. Mais uma vez o resultado da votação foi desenganador: 77 votos a favor e 33 brancos.
Assim, é evidente a leitura de que metade dos votantes da actual direcção política não apoiam os dirigentes distritais eleitos e a outra metade é apoiante envergonhada, para não dizer virtual.
CONCLUSÃO:
Alguém tem dúvidas sobre qual a verdadeira razão que impediu uma lista consensual no seio dos socialistas barcelenses?
Alguém tem dúvidas sobre como classificar esta forma de fazer política???
Os números não enganam… e não é preciso sequer algodão…
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